sábado, 14 de setembro de 2013

Dilma ...... cancela o FX-2, e compra os caças SU-35S Flanker-E

.
Mande os americanos enfiar os F-18 no rabo do Obama.

Abraços.

Ramiro Lopes Andrade




Outra questão importante:

Porque o Brasil continua a importar equipamento de 2º mão para o Exército, quando se podia fabricar aqui no Brasil equipamento não tão sofisticado, mas muito válido ainda ????
Onde está o protótipo do TAMOYO III ?
Era um blindado de 32 toneladas, ainda hoje muito válido, com motorização nacional.
A seguir publico informações disponíveis do TAMOYO III, no site :

http://www.ecsbdefesa.com.br/defesa/fts/LEILAOTAMOYOIII.pdf


 
GOLPE FINAL NO DESENVOLVIMENTO DE
BLINDADOS NO BRASIL, LEILÃO - TAMOYO III

Realmente estão querendo sepultar de vez uma parte importante da Indústria de Material de Defesa no Brasil, um país que não guarda sua memória tecnológica, como se não existisse um elo entre o passado e o presente como forma de projetarmos o futuro.
Está indo a leilão no próximo dia 02 de fevereiro de 2007, sexta-feira às 10 horas da manhã na Avenida do Estado, 7000, Ipiranga, São Paulo, conforme consta do site: Santos Frazão leiloeiros oficiais (http://www.santosfrazao.com.br), lote 67 o terceiro protótipo do Carro de Combate Médio TAMOYO III, desenvolvido pelo Centro Tecnológico do Exército – CTEx e Bernardini S/A Indústria e Comércio na primeira metade dos anos 80, cujo lance inicial é de R$125.000,00 (cento e vinte e cinco mil reais).

    Tamoyo, nas instalações da Bernardine, aguardando o leilão

O protótipo do TAMOYO III (notar a cinta térmica no canhão L7 de 105mm) pronto para ser leiloado no próximo dia 02 de fevereiro de 2007. Notar na foto da direita, assinalado em vermelho, que existe um motor do Tamoyo II, Scania DSI 14 com regulador especial para transmissão GE, idêntica a do veículo Bradley americano. Será que faz parte do mesmo lote? (Fotos: Santos Frazão– Leiloeiros Oficiais).

Trata-se da versão mais moderna dos quatro que foram produzidos, sendo que esta versão incorporou diversas novidades, que para se ter uma idéia, o motor nele instalado estava apenas em seu estágio inicial de desenvolvimento, podendo no futuro atingir de 900 a 1000HP (o veículo do leilão está sem o motor).

A transmissão para esta versão ainda era um problema, pois a GE não poderia receber mais que 600HP brutos e a sua nova versão estava ainda no banco de testes, nos Estados Unidos, a ZF não tinha nem protótipos disponíveis.

A solução encontrada foi usar a velha e confiável CD 850-6A (a mesma do M-60) que acabou servindo como uma luva, podendo ainda agüentar o motor a cerca de mais de 1000HP brutos.

O desenho da torre ainda não havia chegado a um perfil ideal, mais afilado, em formato de cunha, em razão de pouca familiaridade com a construção envolvendo blindagem composta, totalmente elétrica, com supressão de explosões, visão térmica,boa proteção, canhão L-7 de 105mm, atirando com o carro em movimento, estabilização da torre, telêmetro laser, munição compartimentada.
Seu peso subiu para 31 toneladas, sendo ainda um blindado bem mais leve do que os existentes no mercado à época.



Detalhe da lateral e um conjunto de lagartas que faz parte do mesmo lote. (Fotos: Santos Frazão – Leiloeiros Oficiais).

Seu desenvolvimento, na época, recebeu fundos do Exército e havia interesse de sua adoção como forma de nos dar uma independência numa área tão importante e hoje, estamos importando excedentes de segunda mão da Europa e Estados Unidos.

Mesmo que possa estar defasado, o fato mais importante é que seu canhão é o mais novo dentre todos os que estão em uso nos carros de combate M-60 A3TTS e Leopard 1 A1 e muito provavelmente o será também em relação aos mais 240 Leopard1 A5 que estão sendo adquiridos na Alemanha.
Vendido, seu proprietário, pelo menos em teoria, terá um belo e durável poder de fogo, isto sem falar do conceito em si do carro, com inúmeras inovações que hoje são comuns nos blindados mais modernos, mas para a época mostrava todo o desafio de engenheiros militares e civis que trabalharam em conjunto no projeto.

Corre ainda o risco de ser desmanchado e itens importantes serem vendidos separadamente apurando-se muito mais do que o lance inicial.

Ele é fruto da criatividade brasileira, gerada pelos nossos impostos, e merecia no mínimo estar no Museu do Exército, preservado para as gerações futuras como símbolo de um período em que se ousava projetar, criar e desenvolver tecnologia militar no país e pode ainda muito bem servir como conceito para uma futura retomada de um carro de combate “Made in Brazil”, necessário para se manter um equilíbrio regional no conturbado século XXI.
 
Mas muita coisa mudou no país, principalmente a falta de visão estratégica, uma política de estado para a área de defesa, compreender a importância de uma indústria de defesa forte, dual e extremamente capacitada.

Estamos voltando a ser meros usuários de equipamentos militares com a invasão de ofertas de componentes e veículos usados fabricados no exterior, correndo o risco da terrível dependência externa.

Com a palavra o Exército e o Ministério da Defesa, os únicos que podem tomar uma decisão para que a Memória Tecnológica Brasileira seja preservada. Será o Brasil um país fadado a apagar seu passado, vamos deixar que se venda este protótipo, cujo desenvolvimento custou sete milhões e meio de dólares, na época, para ser desenvolvido, um número de horas/homem de engenheiros e técnicos que acreditavam em seu país, que poderia ser o Carro de Combate padrão no Exército Brasileiro e até ser vendido no exterior após iniciar sua produção seriada, e agora vamos jogar na lata de lixo por   causa de cento e vinte e cinco mil reais...

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Outra opção de produto nacional muito interessante, é o FOG-MPM, míssil filo guiado por cabo de fibra ótica, com um alcance de 20 km, fabricado pela Avibrás.
Podendo atingir alvos fixos ( instalações / pontes / depósitos ), alvos em movimento ( tanques / helicópteros ).
Mais um equipamento que poderia ser fabricado nacionalmente, não sujeito á embargos dos tios USA.


O que é feito deste FOG-MPM ????????????

Um país desarmado não é respeitado !!!!!!!!!

Link:

http://sistemasdearmas.com.br/pgm/fog01.html

Os trabalhos de desenvolvimento do FOG-MPM ou MAC-MP (Fiber Optic Guided Multi Purpose Missile - Míssil Anti-Carro de Múltiplos Propósitos) foram iniciados em 1985 pela AVIBRAS e revelado em 1989.
O programa foi feito com fundos da própria empresa e com todos os componentes produzidos no país.
Em 1989 foram realizados três lançamentos de um total de 8 até 1992 durante os testes.
O míssil tem um comprimento de 1,50 metros, 180 centímetros de diâmetro, peso de 33kg (24kg inicialmente), alcance de 10km que depois foi estendido para 20km em versões posteriores.
A propulsão é feita por um motor foguete de aceleração, alijado após o disparo, e um motor foguete de sustentação. A velocidade é de 150-200m/s e voa em uma altitude de cruzeiro de 200m.
A cabeça de guerra tipo carga oca e pode penetrar 1.000mm de blindagem homogênea.
Um "piloto" pode ser habilitado em 8 horas no simulador feito pela própria Avibras.
Versão naval terá uma altitude de cruzeiro de menos de 150m e alcance de 20km.
Na década de 80 a Avibras estava oferecendo o míssil US$30 mil cada para um lote de 1.000 mísseis.
Uma versão com alcance de 60km foi apresentada em julho de 2001.
A Avibras continua mostrando o FOG-MPM em feiras de armamento, mas não se tem notícias do estado do projeto.

Vista lateral do FOG-MPM mostrando detalhe da saída de gases do motor. Os gases quentes não podem entrar em contato com a fibra ótica para evitar danificar e partir o fio. O FOG-MPM é um míssil guiado por fibra ótica bastante simples. Tem uma cabeça de busca por TV fixa e um motor foguete. Não usa GPS para guiamento de meio curso como os outros mísseis guiados por fibra ótica com a mesma capacidade.


Lançamento de um FOG-MPM. O míssil sofreu críticas por ter um motor foguete que lança muita fumaça e por isso tem uma assinatura visual muito grande.

 

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