sábado, 27 de junho de 2026

Mais palavra para que ...... maravilhosos artistas de minha juventude, maravilhosos anos 80.

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 Sing The Body Electric - Fame movie 1980



"March" - Superman (John Williams) - Film Symphony Orchestra



TOP GUN Opening Theme Full Version (off vocal)


terça-feira, 26 de maio de 2026

SIRESP custou até hoje - maio 2026 - mais de 780 milhóes de euros, e não funciona ............. a história do SIRESP desde o início. O ROUBO DESCARADO DE NÓS PORTUGUESES ... E CONTINUAMOS A NÃO APRENDER COM NOSSO PASSADO RECENTE !!!!!!!!!!!!!!!!!!!

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O SIRESP já custou mais de 780 milhões de euros aos cofres do Estado entre 2006 e 2026. 

Este valor reflete o custo histórico acumulado, somado aos 26 milhões de euros autorizados para a manutenção e operação em 2026, e aos 36 milhões de euros de investimento adicional para modernização e resiliência anunciados em maio de 2026.

CORRUPTOS DE MERDA DO PS e PSD.

VÃO TOMAR NO CÚ.

AQUI PARA VOCES


RAMIRO LOPES ANDRADE




(SIRESP) O nosso bem-amado e impoluto primeiro-ministro - António Costa, e o seu ex-chefe, ex-presidiário e bom rapaz - José Sócrates...


Os sorrisos francos e abertos de António Costa e do seu amigo e antigo chefe José Sócrates.





Oliveira e Costa, sob juramento, no Parlamento: "Ora bem, o que se gastou para fazer o SIRESP (Sistema Integrado das Redes de Emergência e Segurança de Portugal) julgo que andará à volta de 80 e tal milhões de euros."

Eis a parte da explicação, a assunção de um roubo à coisa pública, mas como bem sabemos, neste país, mesmo que o crime seja mais que evidente, as grandes corporações, as associações criminosas e a cambada do sistema, vulgo políticos e gestores públicos, ficam, aliás como de há muito até hoje, sempre ilibados das suas responsabilidades, situação altamente lesiva, mas que se encontra bem explícita na "Constituição da Republica Portuguesa". 

Fonte:    http://citadino.blogspot.pt/2017/06/o-nosso-bem-amado-e-impoluto-primeiro.html



ESTE FILHA DA PUTA DO RICARDO SALGADO NÃO VAI PRESO, PORQUE SE FALAR A 3º REPUBLICA CAI COM ELE, DEVIDO AOS SUBORNOS QUE DISTRIBUIU A CLASSE POLITICA PORTUGUESA ATRAVÉS DO BES.
- PSD
- CDS 
- PS

PRENDER SALGADO é urgente! Ricardo Salgado foi condenado, já em junho de 2024, no caso EDP, por corrupção activa e branqueamento de capitais, numa pena de seis anos e três meses de prisão efectiva. Recorreu da decisão para o Tribunal da Relação de Lisboa. Mas a Relação de Lisboa confirmou a decisão, seis anos e três meses de prisão efectiva. Pergunta que se impõe: se perdeu o recurso, porque ainda não foi preso, ao fim de dois anos? Salgado goza com a Justiça. E com o Povo que paga amargamente os 12 mil milhões do desfalque que Salgado infligiu ao Estado português.
E este cabrão filha da puta, deixou na miséria milhares de depositantes do BES, que lhe confiaram as poupanças de uma vida.
Merecias era um fim miserável, com um cancro com muito sofrimento, seu porco de merda.


https://www.publico.pt/2026/06/02/sociedade/noticia/ricardo-salgado-nao-vai-cumprir-13-anos-cadeia-efectiva-condenado-2176883


Ricardo Salgado não vai cumprir os 13 anos de cadeia efetiva a que foi condenado
O antigo banqueiro Ricardo Salgado não vai cumprir os 13 anos de cadeia efectiva a que foi condenado em dois processos por criminalidade económico-financeira: a doença de Alzheimer de que padece não lhe permite ter condições para viver num estabelecimento prisional, decidiu esta terça-feira, 2 de Junho, um coletivo de juízes do Campus da Justiça, em Lisboa.
Ricardo Salgado não vai cumprir os 13 anos de cadeia efetiva a que foi condenado
O próprio Ministério Público já tinha defendido a aplicação de uma pena suspensa no mês passado, alegando que obrigar Ricardo Salgado a ir para a prisão nestas circunstâncias seria contrário à dignidade da pessoa humana. Porém, havia pedido uma condenação de duração inferior à aplicada agora pelo colectivo de magistrados presidido pela juíza Ana Paula Rosa: 11 anos.


A JUSTIÇA PORTUGUESA É FORTE COM OS FRACOS .... FRACA COM OS PODEROSOS.




quinta-feira, 2 de abril de 2026

Dívida pública sobe 1,6 mil milhões de euros em fevereiro 2026 - devemos aos bancos internacionais 282,7 mil milhões de euros / depois vem com a conversa fiada de nossa divida publica baixou para 90% do PIB ---- FILHAS DAS PUTAS QUE NOS ROUBAM TODOS OS DIAS, E SE RIEM DE NÓS CONTRIBUINTES ESCRAVOS DO SISTEMA EM PORTUGAL ... ESCROQUES !!!!!!!!!!!!!!!

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https://jornaleconomico.sapo.pt/noticias/divida-publica-sobe-16-mil-milhoes-de-euros-em-fevereiro/

“Esta variação refletiu o incremento dos títulos de dívida (+1,9 mil milhões de euros), decorrente sobretudo de emissões líquidas positivas de bilhetes do Tesouro. Em sentido contrário, os empréstimos diminuíram 0,4 mil milhões de euros”, disse o Banco de Portugal (BdP).

A dívida publica subiu 1,6 mil milhões de euros, em fevereiro, na ótica de Maastricht, passando a totalizar 282,7 mil milhões de euros, de acordo com os dados divulgados pelo Banco de Portugal (BdP), esta quarta-feira.

“Esta variação refletiu o incremento dos títulos de dívida (+1,9 mil milhões de euros), decorrente sobretudo de emissões líquidas positivas de bilhetes do Tesouro. Em sentido contrário, os empréstimos diminuíram 0,4 mil milhões de euros. Esta diminuição deveu-se ao reembolso calendarizado de 0,8 mil milhões de euros ao Fundo Europeu de Estabilização Financeira (FEEF), que foi parcialmente compensado pelo recebimento de uma nova tranche de 0,3 mil milhões de euros do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR)”, explicou o banco central português, dirigido por Álvaro Santos Pereira.

totalizaram 21,7 mil milhões de euros, valor próximo ao de janeiro de 2026, e que deduzida desses depósitos, a dívida pública aumentou 1,6 mil milhões de euros, para 261,0 mil milhões de euros.

   

                                  Luis Montenegro

                                 2020 / 2026

                                 DÍVIDA PÚBLICA

                                AUMENTOU 14 MIL MILHOES DE EUROS

                               EM 5 ANOS DE PSD

Medina Carreira é que tem razão, isto não é um país, e sim uma República das Bananas !!!!!!!!

Tenho dito,

Ramiro Lopes Andrade








ESCUTAS CASA PIA



Temos que continuar a afronta-los ... sempre !!!!!!!






segunda-feira, 16 de fevereiro de 2026

A República dos Negócios - Meio Século de Delapidação e o Regresso do Contribuinte Pagador

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A República dos Negócios
Meio Século de Delapidação e o Regresso do Contribuinte Pagador
Como privatizámos os lucros, socializámos os prejuízos e transformámos Portugal num balcão de negócios para alguns, enquanto as vítimas pagam duas vezes.
A tempestade Kristin varreu o país na noite de 27 para 28 de janeiro. Telhados voaram, estradas racharam, redes elétricas colapsaram. O governo anunciou 2,5 mil milhões em medidas de apoio. Justo e necessário, dirão. Mas a pergunta que não se faz é: porque é que o Estado é sempre chamado a pagar, enquanto os privados que exploram estas infraestruturas e recolhem lucros em tempo normal se evaporam quando chega a hora da conta?
A resposta obriga a uma viagem de meio século pela história recente de Portugal.
I. O Modelo: Privatizações e PPP
Entre 1985 e 1995, a "década de betão" de Cavaco Silva lançou as bases: privatizações "habilidosas" que contornaram a Constituição, transferindo empresas públicas para mãos privadas. O argumento: o Estado é mau gestor, os privados trarão eficiência e preços mais baixos.
Trinta anos depois, o balanço é arrasador.
A EDP foi privatizada em 2012. A China Three Gorges comprou 21,35% por 2,69 mil milhões. Numa década, recebeu 1,61 mil milhões em dividendos (60% do investido) e a participação vale o dobro. Entretanto, a EDP reduziu a capacidade instalada em Portugal em 25%, os trabalhadores caíram 20%, e o investimento fugiu para o Brasil e América do Norte. Ficámos com uma das eletricidades mais caras da Europa.
Os CTT renderam 909 milhões ao Estado em 2013-2014. Hoje valem 500 milhões (menos 44%). Os acionistas receberam 375,8 milhões em dividendos (mais de 40% do encaixe). O serviço degradou-se.
A Portugal Telecom foi privatizada em 1995 por 2,8 mil milhões (avaliação). Vinte anos depois, após o negócio ruinoso com a Oi, valia 640 milhões – destruição de 75% do valor.
Só EDP, Galp e REN distribuíram 3,7 mil milhões em dividendos em cinco anos. O lucro foi para os acionistas; o risco ficou para o Estado.
II. As Parcerias Público-Privadas: Risco Zero para o Capital
Nas PPP, o modelo é ainda mais perverso: lucro privado, risco público. Os contratos rodoviários são o exemplo perfeito.
Se o tráfego é menor que o esperado, o Estado paga (subsídio à disponibilidade). Se há uma pandemia ou tempestade, o privado pede reposição do equilíbrio financeiro. As portagens são altíssimas – o lucro vai para os acionistas. A estrada degrada-se ou é destruída – o Estado paga a reparação.
No final de 2025, as PPP reclamavam 1.751 milhões ao Estado. A Brisa pediu 221 milhões pela pandemia; a Subconcessão Algarve Litoral reclama 331 milhões; a Douro Interior, 232,6 milhões.
Padrão: quando o negócio corre mal, o privado bate à porta do Estado. O risco, afinal, nunca foi privado. Nós pagamos as portagens mais caras da Europa e os impostos que compensam os privados.
III. Quem Perdeu Tudo
Seis dias após a tempestade, em Leiria, centenas faziam fila no pavilhão municipal para receber alimentos e material de construção. Famílias que viram os telhados voar a 176 km/h, que perderam móveis, colheitas, o pouco que tinham.
Catorze pessoas morreram. Duas caíram do telhado a tentar reparar sozinhas. Uma morreu intoxicada por monóxido de carbono do gerador – porque a eletricidade, a mais cara da Europa, colapsou. O hospital de Leiria atendeu mais de meia centena de feridos em trabalhos de limpeza e reconstrução.
O presidente da Câmara de Alvaiázere: "Os bombeiros voluntários estão exaustos." A resposta do Estado foi "lenta, insuficiente e distante". O interior, mais uma vez, entregue a si próprio.
IV. O Socorro que Endivida
O pacote de 2,5 mil milhões não é um cheque em branco. É:
· Apoios diretos: 10.000 euros para habitações próprias. Insuficientes.
· Moratórias: suspensão de créditos por 90 dias. Não é perdão, é adiamento. A dívida continua, a vencer juros.
· Linhas de crédito: 1,5 mil milhões em empréstimos. Que terão de ser pagos, com juros.
O Estado cobra juros pela disponibilidade de tesouraria. Funciona como um banco.
O pequeno empresário, o agricultor, vê a exploração destruída. Precisa de dinheiro para reconstruir. O Estado empresta. Ele fica com uma dívida. Durante anos, vai trabalhar para pagar ao Estado o empréstimo que lhe permitiu reconstruir o que a tempestade levou.
Entretanto, a EDP, a Brisa, as operadoras, cujas infraestruturas também foram afetadas, recebem dinheiro do Estado – "investimento público", "reposição do equilíbrio financeiro", "obras emergenciais". Não terão de pagar juros. Não terão de pedir empréstimos. Receberão a fundo perdido.
V. A Injustiça Final: Pagar Três Vezes
O cidadão comum paga três vezes:
1.ª vez: Pagou durante anos as portagens, a eletricidade e as comunicações mais caras da Europa. O dinheiro encheu os bolsos dos acionistas.
2.ª vez: Paga os impostos que o Estado usa para reconstruir as estradas e redes desses mesmos privados. 400 milhões para a Infraestruturas de Portugal reconstruir estradas exploradas por concessionárias. 200 milhões para autarquias reconstruírem equipamentos concessionados.
3.ª vez: Paga um empréstimo com juros para reconstruir a sua própria casa ou negócio. Fica endividado durante anos. O Estado cobra-lhe juros – os mesmos que, em parte, servirão para pagar os próximos resgates aos privados.
A tempestade passou. A factura fica. E quem a paga são as pessoas que fazem fila em Leiria à espera de comida. São os bombeiros exaustos. É a família que enterrou um parente caído do telhado.
VI. Os Figurões e a Teia da Promiscuidade
Manuel Pinho é o símbolo máximo. Ministro da Economia (2005-2009), antes diretor-geral do Tesouro, depois passou para o Banco Espírito Santo. Enquanto ministro, recebia 15 mil euros mensais do GES, via offshores no Panamá – 778 mil euros no total, pagos pelo "saco azul" do grupo. Em troca, favorecia os interesses do GES. É suspeito de ter favorecido a EDP em negócios que lesaram o Estado em 840 milhões de euros, em troca de a empresa pagar o seu salário na Universidade de Columbia.
Condenado em 2024 a 10 anos de prisão efetiva. Sentença confirmada em abril de 2025. Está em prisão domiciliária, aguardando recurso. Num segundo processo, foi acusado com António Mexia (ex-CEO da EDP) e João Manso Neto.
E os outros? Mexia e Manso Neto foram acusados de corrupção ativa. Ricardo Salgado (ex-GES) indiciado, mas com diagnóstico de Alzheimer. José Sócrates enfrenta a Operação Marquês há mais de uma década.
As portas giratórias: António Mexia veio do setor público. João Talone circula entre a EDP, Mota-Engil, Parpública e ANA. Rui Cartaxo e João Conceição, assessores de Pinho, foram para a REN. Artur Trindade, ex-secretário de Estado, é administrador de várias empresas, incluindo a EDP.
Quem hoje está no governo a regular um setor, amanhã pode estar na empresa regulada a receber um salário várias vezes superior. O sistema é desenhado para a corrupção.
VII. Onde Está a Comunicação Social?
As investigações existem, mas enfrentam:
1. Falta de continuidade: os casos desaparecem da agenda.
2. Dependência económica: os grupos de comunicação social são empresas com acionistas, dependem de publicidade estatal e de grandes grupos económicos.
3. Falta de recursos: o jornalismo de investigação é caro, as redações estão mais pequenas.
4. Conformismo: crise de confiança nos media, vistos como alinhados com o poder.
O escrutínio é insuficiente. A memória curta é aliada do sistema.
VIII. Onde Está a Justiça?
O Ministério Público e juízes como Carlos Alexandre fazem um trabalho notável. A condenação de Pinho é histórica. Mas o sistema é lento.
O processo de Pinho arrastou-se anos. O da EDP também. O da Operação Marquês leva mais de uma década. Os recursos sucedem-se, os arguidos envelhecem, alguns morrem antes da condenação.
E mesmo com condenações, raramente há recuperação dos ativos desviados. O dinheiro em offshores, em paraísos fiscais, dificilmente regressa. O contribuinte paga a fatura; os corruptos, quando muito, cumprem pena em casa.
A justiça funciona devagar demais para ser dissuasora.
IX. Quem Defende Portugal?
O Ministério Público e alguns juízes fazem o seu trabalho, mas enfrentam um sistema que os atrasa. Alguns jornalistas investigam, mas com recursos escassos. Poucos políticos têm coragem de enfrentar o sistema pois PS e PSD dependem dos mesmos grupos económicos para financiamento ou para empregos futuros.
A verdade crua: os interesses dos portugueses têm sido sistematicamente sacrificados no altar dos interesses privados. As privatizações não reduziram a dívida (aumentou), não baixaram os preços (dispararam), não melhoraram os serviços (degradaram). Serviram para transferir património público para mãos privadas, empobrecer o Estado, enriquecer acionistas e criar uma elite que circula entre o público e o privado sem escrúpulos.
Todos os partidos que governaram privatizaram, fizeram PPPs, alimentaram as portas giratórias, aceitaram financiamento dos mesmos grupos.
X. O Que Fazer?
1. Acabar com as portas giratórias: impedir por lei que governantes transitem para empresas dos setores que regularam.
2. Renegociar as PPP: se o risco é público, o lucro também deve ser público.
3. Repensar as privatizações: setores estratégicos (energia, transportes, comunicações, água) não podem estar inteiramente na lógica do lucro privado.
4. Repensar o modelo de ajuda: não pode ser que grandes empresas recebam fundo perdido e famílias recebam empréstimos com juros. Se o Estado empresta, que seja a juro zero, com perdão em caso de impossibilidade.
5. Fortalecer a comunicação social independente: financiamento público para jornalismo de investigação.
6. Acelerar a justiça: dar meios aos tribunais, simplificar procedimentos.
7. Uma nova geração política: que não esteja comprometida com o modelo, que não dependa dos grupos económicos.
XI. Conclusão: A Conta Chega Sempre
A tempestade passou. A reconstrução vai começar. E, como sempre, quem paga a fatia maior da conta somos nós – os contribuintes que já pagaram as privatizações, que pagam as portagens, que pagam a energia mais cara da Europa, e que agora pagam os impostos que financiam a recuperação.
Os lucros já seguiram para os acionistas. A China Three Gorges continua a receber dividendos. A Brisa continua a cobrar portagens. As operadoras continuam com fidelizações absurdas.
Nós continuamos a pagar. Sempre a pagar.
Mas desta vez, não pagamos apenas com impostos. Pagamos também com o nosso endividamento. As famílias que perderam tudo e pediram empréstimos ao Estado vão passar anos a pagar juros. Os pequenos empresários vão ver os seus negócios sobrecarregados com dívidas. Uma nova geração de devedores está a ser criada – não por má gestão, mas porque uma tempestade lhes levou o telhado e o Estado, em vez de ajudar, lhes emprestou dinheiro com juros.
Enquanto isso, nos gabinetes, os administradores das grandes empresas e os ex-governantes que para elas transitaram preparam os próximos contratos, as próximas concessões, as próximas privatizações. O sistema continua. A máquina não para.
Até quando vamos aceitar este modelo? Até quando vamos permitir que o risco seja sempre público e o lucro sempre privado? Até quando o contribuinte será o pagador de última instância de um sistema desenhado para o explorar? Até quando vamos aceitar que quem perde tudo ainda fique a dever?
A resposta, já sabemos, é a mesma: servem para garantir o lucro em tempo normal. O risco sistémico, o evento catastrófico, o "imprevisível" – isso é sempre transferido para o Estado. Para o contribuinte. Para si. Para mim. Para todos nós.
A conta chega sempre. E quem paga somos sempre nós. Mesmo quando perdemos tudo. Mesmo quando temos de pedir emprestado para reconstruir o pouco que tínhamos.
Para as vítimas de Leiria, de Alvaiázere, de todo o interior: a vossa luta é a nossa luta. A vossa dívida não é vossa. É a fatura de um modelo que há 50 anos transfere riqueza de todos para alguns. Um dia, talvez, essa fatura seja apresentada a quem deve.
Este artigo é dedicado a todos os portugueses que pagam impostos, portagens, eletricidade cara e seguros que não servem para nada. E, em especial, àqueles que, depois de perderem tudo, ainda terão de passar anos a pagar juros ao Estado para reconstruírem o pouco que tinham.